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Sindsaúde/GO debate efeitos da terceirização

Seminário integra parte das celebrações dos 25 anos do Sindicato

Escrito por: • Publicado em: 24/10/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 24/10/2014 - 00:00

Trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Único de Saúde de Goiás puderam debater na última quinta-feira, dia 16, as condições de trabalho diante das terceirizações. O seminário Os efeitos das terceirizações no SUS e na vida dos seus trabalhadores ocorreu no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa e foi promovido pelo Sindsaúde/GO.
O evento, que faz parte das celebrações dos 25 anos do Sindicato, contou com a presença de promotores, procurador e deputado. Um SUS 100% público com qualidade de vida para os profissionais tem sido uma das principais preocupações dessa gestão. Por isso, o Sindicato chamou trabalhadores e autoridades para discutir as situações vivenciadas nas unidades de Saúde.
A presidenta do Sindsaúde/GO, Flaviana Alves, elogiou a boa participação. “O seminário superou as expectativas com ampla participação de trabalhadores e usuários do SUS. Isso mostra que temos força para avançar na luta contra essa precária situação imposta pela terceirização do Sistema de Saúde. O Sindsaúde busca fortalecer o elo entre trabalhadores e a população na luta comum por um SUS 100% público e de qualidade. Celebrar os 25 anos do Sindsaúde através do diálogo e da reflexão política foi a forma que encontramos de fertilizar o campo de luta em defesa do SUS e dos direitos trabalhistas". A secretária de Formação Política do Sindicato, Viviane Alves, foi quem mediou o debate e, segundo ela, a escolha do Auditório da Assembleia não foi por acaso. “Esse é o espaço onde o trabalhador da Saúde deve utilizar para a garantia dos seus direitos”, afirmou.
Consequências da terceirização
O deputado estadual Mauro Rubem fez parte da mesa de discussão e, segundo ele, “as implicações das terceirizações na Saúde são gravíssimas”. Mauro afirma que os primeiros impactos das terceirizações se refletem na qualidade do atendimento aos usuários. Ainda segundo ele “há uma maquiagem e uma restrição muito forte para que as pessoas nãos sejam atendidas, pois hospitais públicos terceirizados são hospitais fechados. Por isso não existe garantia de saúde para a população se ela não for feita pelo poder público”.
Já o promotor de Justiça do Distrito Federal, Jairo Bisol, que também integrou a mesa, debateu sobre o enfrentamento às terceirizações. “A terceirização é um modo de desconstrução do SUS. Ela infelizmente impõe uma lógica regulatória que é a do lucro. Eu acho que ela desestrutura os serviços que já estão organizados e não avança em qualidade e na quantidade de oferta de serviços públicos”, afirma o promotor. Compartilhando da mesma opinião, o coordenador da Frente Nacional contra a Privatização, Francisco Júnior, afirmou que não vê “possibilidade de viabilizar um SUS minimamente de acordo com a proposta original se não conseguirmos equacionar o tema da terceirização”.
Na mesa, o procurador do Trabalho, Alpiniano Lopes, também destacou os reflexos da privatização em Goiás. “O Estado tem precarizado essa situação [o SUS], tem deixado o caos surgir para depois terceirizar. A terceirização não traz benefício para a sociedade. As Organizações Sociais simplesmente assumem um contrato de gestão milionário e não prestam serviços de qualidade". Para combater as péssimas condições de trabalho, Lopes esclareceu que o projeto Saúde na Saúde do Mistério Público do Trabalho visa combater o assédio moral e o adoecimento do trabalhador. Segundo ele, essa ação está acontecendo em vários estados.
Ações
O promotor de Justiça - que atua na Promotoria de Saúde do Trabalhador, Vilanir Camapum, reforçou a importância de um SUS totalmente público direcionado ao atendimento social. Segundo ele, esse modelo de SUS não combina com um sistema que visa o lucro. De acordo com Vilanir, o Ministério Público Estadual já entrou com uma ação contra as terceirizações e ela continua em andamento. O promotor ainda afirmou que vai continuar atuando junto ao Sindsaúde para cobrar melhores condições de trabalho.
A pedagogia do seminário foi baseada nos moldes da educação popular com apresentação de um teatro pelo Grupo Teatro dos Oprimidos sobre as condições de trabalho e as dificuldades enfrentadas nas unidades de Saúde. Os participantes puderam interagir com o grupo na apresentação do teatro. Ainda durante o seminário foram lidas as cartas enviadas por servidores relatando a precarização nas unidades e a pressão sobre o trabalhador. Representante de várias entidades também estiveram presentes no evento.
Fundado em 12 de setembro de 1989, o Sindsaúde está celebrando em 2014 seus 25 anos. Para comemorar essa duas décadas e meia de enfrentamentos e conquistas, a entidade está promovendo uma série de entrevistas e eventos que relembrem a trajetória do Sindicato e promovam a reflexão política sobre as condições de trabalho no contexto atual. O Sindsaúde vai continuar com o ciclo de debates junto aos pares, parceiros que compartilham dos mesmos ideais, para efetivação do Sistema Único de Saúde para todos conforme política de Estado proposta constitucionalmente.
Fonte: CUT Nacional

Título: Sindsaúde/GO debate efeitos da terceirização, Conteúdo: Trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Único de Saúde de Goiás puderam debater na última quinta-feira, dia 16, as condições de trabalho diante das terceirizações. O seminário Os efeitos das terceirizações no SUS e na vida dos seus trabalhadores ocorreu no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa e foi promovido pelo Sindsaúde/GO. O evento, que faz parte das celebrações dos 25 anos do Sindicato, contou com a presença de promotores, procurador e deputado. Um SUS 100% público com qualidade de vida para os profissionais tem sido uma das principais preocupações dessa gestão. Por isso, o Sindicato chamou trabalhadores e autoridades para discutir as situações vivenciadas nas unidades de Saúde. A presidenta do Sindsaúde/GO, Flaviana Alves, elogiou a boa participação. “O seminário superou as expectativas com ampla participação de trabalhadores e usuários do SUS. Isso mostra que temos força para avançar na luta contra essa precária situação imposta pela terceirização do Sistema de Saúde. O Sindsaúde busca fortalecer o elo entre trabalhadores e a população na luta comum por um SUS 100% público e de qualidade. Celebrar os 25 anos do Sindsaúde através do diálogo e da reflexão política foi a forma que encontramos de fertilizar o campo de luta em defesa do SUS e dos direitos trabalhistas. A secretária de Formação Política do Sindicato, Viviane Alves, foi quem mediou o debate e, segundo ela, a escolha do Auditório da Assembleia não foi por acaso. “Esse é o espaço onde o trabalhador da Saúde deve utilizar para a garantia dos seus direitos”, afirmou. Consequências da terceirização O deputado estadual Mauro Rubem fez parte da mesa de discussão e, segundo ele, “as implicações das terceirizações na Saúde são gravíssimas”. Mauro afirma que os primeiros impactos das terceirizações se refletem na qualidade do atendimento aos usuários. Ainda segundo ele “há uma maquiagem e uma restrição muito forte para que as pessoas nãos sejam atendidas, pois hospitais públicos terceirizados são hospitais fechados. Por isso não existe garantia de saúde para a população se ela não for feita pelo poder público”. Já o promotor de Justiça do Distrito Federal, Jairo Bisol, que também integrou a mesa, debateu sobre o enfrentamento às terceirizações. “A terceirização é um modo de desconstrução do SUS. Ela infelizmente impõe uma lógica regulatória que é a do lucro. Eu acho que ela desestrutura os serviços que já estão organizados e não avança em qualidade e na quantidade de oferta de serviços públicos”, afirma o promotor. Compartilhando da mesma opinião, o coordenador da Frente Nacional contra a Privatização, Francisco Júnior, afirmou que não vê “possibilidade de viabilizar um SUS minimamente de acordo com a proposta original se não conseguirmos equacionar o tema da terceirização”. Na mesa, o procurador do Trabalho, Alpiniano Lopes, também destacou os reflexos da privatização em Goiás. “O Estado tem precarizado essa situação [o SUS], tem deixado o caos surgir para depois terceirizar. A terceirização não traz benefício para a sociedade. As Organizações Sociais simplesmente assumem um contrato de gestão milionário e não prestam serviços de qualidade. Para combater as péssimas condições de trabalho, Lopes esclareceu que o projeto Saúde na Saúde do Mistério Público do Trabalho visa combater o assédio moral e o adoecimento do trabalhador. Segundo ele, essa ação está acontecendo em vários estados. Ações O promotor de Justiça - que atua na Promotoria de Saúde do Trabalhador, Vilanir Camapum, reforçou a importância de um SUS totalmente público direcionado ao atendimento social. Segundo ele, esse modelo de SUS não combina com um sistema que visa o lucro. De acordo com Vilanir, o Ministério Público Estadual já entrou com uma ação contra as terceirizações e ela continua em andamento. O promotor ainda afirmou que vai continuar atuando junto ao Sindsaúde para cobrar melhores condições de trabalho. A pedagogia do seminário foi baseada nos moldes da educação popular com apresentação de um teatro pelo Grupo Teatro dos Oprimidos sobre as condições de trabalho e as dificuldades enfrentadas nas unidades de Saúde. Os participantes puderam interagir com o grupo na apresentação do teatro. Ainda durante o seminário foram lidas as cartas enviadas por servidores relatando a precarização nas unidades e a pressão sobre o trabalhador. Representante de várias entidades também estiveram presentes no evento. Fundado em 12 de setembro de 1989, o Sindsaúde está celebrando em 2014 seus 25 anos. Para comemorar essa duas décadas e meia de enfrentamentos e conquistas, a entidade está promovendo uma série de entrevistas e eventos que relembrem a trajetória do Sindicato e promovam a reflexão política sobre as condições de trabalho no contexto atual. O Sindsaúde vai continuar com o ciclo de debates junto aos pares, parceiros que compartilham dos mesmos ideais, para efetivação do Sistema Único de Saúde para todos conforme política de Estado proposta constitucionalmente. Fonte: CUT Nacional



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