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Sem pensar no bem estar do trabalhador, Brasil privatiza e diminui o Estado

Em seminário que debateu o papel das estatais no desenvolvimento mais justo do Brasil, CUT e Perseu Abramo construíram propostas para plataforma da classe trabalhadora das eleições 2018

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 22/05/2018 - 12:35 • Última modificação: 22/05/2018 - 13:12 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 22/05/2018 - 12:35 Última modificação: 22/05/2018 - 13:12

ROBERTO PARIZOTTI/CUT .

“O bem estar na família não depende só dos salários, tem que ter infraestrutura coletiva. Aqui no Brasil é chamado de gasto, no resto do mundo é investimento”. 

A afirmação foi feita pelo professor titular da PUC e economista, Ladislau Dowbor, que participou, em 16 de maio, do primeiro dia de debates do Seminário "Estado, o serviço público e as empresas estatais no desenvolvimento com equidade", que a CUT e a Fundação Perseu Abramo organizaram para trabalhadores e trabalhadoras do setor público de todas as regiões do Brasil.

Na primeira conferência “Estado, planejamento e desenvolvimento – o estatal, o público e o privado no Brasil que queremos”, o professor iniciou sua palestra criticando a Emenda Constitucional 95, que limita investimentos em políticas públicas básicas, como saúde e educação.  Segundo o professor, não tem como a economia do país melhorar de fato com uma medida como o teto de gastos, proposta pelo ilegítimo Michel Temer e aprovada pelo Congresso nacional.  

"A economia não é uma atividade em si, é um sistema de engrenagens articuladas. Por isso, a produção material, infraestrutura, serviços de intermediações e políticas sociais têm que funcionar de maneira equilibrada para que o conjunto funcione", explicou Dowbor. 

O professor fez grandes críticas ao governo neoliberal de Temer, de exploração generalizada, da falta de regulação do mercado financeiro, do Estado mínimo que compromete a vida dos mais pobres e do projeto de privatização, com a venda de estatais ao mercado financeiro internacional.

"Além de acabar com recursos para setores estratégicos no desenvolvimento do Brasil, ainda nos deixam dependente de outros Países, comprometendo a soberania nacional", disse Ladislau, que complementou: "Se eu roubo na loja, do grupo privado, é roubo e se tiro do público é privatização".

Segundo o professor Dowbor, a CUT está no caminho certo com a organização dos trabalhadores em defesa dos direitos e da democracia com debates e ações de fortalecimento das estatais e do Estado.

"As coisas só começam a dar certo quando as pessoas se organizam em torno dos seus interesses, num aprofundamento da democracia", destacou.

Organização da CUT para eleição e organização dos trabalhadores 

O seminário, que teve como objetivo debater propostas a serem incluídas na plataforma das eleições 2018 da CUT, continuou no dia 17, com duas conferências. O tema da primeira foi “Educação pública e de qualidade – Os desafios da formação e qualificação no Brasil”, com palestra da professora dra. Selma Rocha, membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo, e foi coordenada pelo presidente da CSI, João Felício.

O Tema da segunda mesa foi “Privatização e Terceirização nas Empresas Estatais - Impactos para o desenvolvimento e a soberania nacional”. Os palestrantes foram Denise Mota Dau, da Internacional de Serviços Públicos – Brasil; e Edson Aparecido da Silva, coordenador do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que aconteceu em 2018 no Brasil.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, é muito importante a unidade na ação, porque lutar em defesa das estatais não é responsabilidade somente dos servidores ou dos trabalhadores das empresas estatais, é uma luta de todos nós. 

"Os recursos das empresas estatais, como a Petrobras, por exemplo, seriam destinados para saúde e educação do povo brasileiro. O mesmo acontece com os bancos públicos, fundamentais para o desenvolvimento que precisamos, porque os privados não querem emprestar dinheiro para pobre", explicou Nobre, que finalizou: "libertar o presidente Lula é nossa esperança para recuperar os direitos e derrotar o golpe". 

A secretaria-Geral adjunta da CUT, Maria Faria, disse que esse debate "que Brasil queremos" é importante e estratégico para a plataforma da classe trabalhadora que a central está produzindo, a partir das discussões dos estados e da importância dos serviços públicos. 

"Vamos conversar com os candidatos e com a sociedade sobre o que estão fazendo com a saúde, educação, água, com os direitos e o desemprego, que é muito sério. Precisamos debater melhor e contribuir para esclarecer junto a sociedade e cumprir nosso papel de cidadão e cidadã brasileira, explicou Maria.

O secretário de comunicação da CUT, Roni Barbosa, alertou sobre o avanço da entrega da Eletrobrás e da Petrobras para o mercado financeiro e disse que internamente estão implodindo a empresa de petróleo brasileira . 

"Querem vender quatro refinarias do Sul e do Nordeste  com todos os dutos da Petrobras, assim as importadoras terão acesso para trazer produto importado e passando a utilizar a estrutura do Brasil para vender seu combustível no preço que eles quiserem", contou.

"O Brasil inteiro é contra a privatização e já comprovamos isso na pesquisa CUT/vox. Nosso desafio é mostrar para o povo a destruição das estatais e tenho certeza que com a unidade da classe trabalhadora a gente consegue unir o povo contra a entrega dos nossos patrimônios", finalizou. 

A secretaria de Relações do Trabalho, Graça Costa, que também é servidora pública municipal, destacou que o ataque ao setor público é frontal e isso impacta diretamente as políticas públicas e o desenvolvimento do País.

"Está tramitando uma medida provisória para privatização da Eletrobrás e o parlamento já está autorizado para os estudos para privatizar. Além do avanço da privatização dos bancos públicos e do fechamento de 500 agências dos Correios", contou Graça, que disse: "a luta é de todos nós e juntos temos que enfrentar os retrocessos e continuar na defesa dos direitos da classe trabalhadora". 

Para o diretor da CUT, Ismael José Cesar, as coisas estão se desintegrando e quem sofre são as pessoas mais pobres que precisam de serviços públicos. 

"Não tem como defender os serviços públicos, se não defender a democracia e lula presidente. O povo terá que ser chamado para decidir se quer continuar com a reforma Trabalhista, a terceirização e a EC 95 e só o Lula prometeu revogar todas essas medidas com o apoio da população". 

O diretor executivo, Eduardo Guterra, disse que já vivemos momentos parecidos com esse estado de exceção e que a vitória vira. 

"Para gente resgatar todos os direitos e as políticas públicas responsáveis para o desenvolvimento do Brasil, com igualdade e respeito, precisaremos de unidade da classe trabalhadora, de organização e Lula presidente".  

Apoio da Fundação Perseu Abramo

Esse seminário é o primeiro de uma série de quatro debates que a CUT e a Perseu Abramo farão com os ramos da CUT para debater a conjuntura e construir propostas concretas para eleição de 2018. 

Segundo o presidente da Perseu Abramo, Artur Henrique, é fundamental ouvir os trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar a situação que o Brasil e o mundo passa com ataques aos pilares do estado democrático de direito, a democracia e a soberania. 

"Estamos assistindo o forte ataque a democracia no mundo e tudo tem impacto na vida do trabalhador. Junto com a classe trabalhadora, a Perseu Abramo irá lutar em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária para todos e todas", contou Artur Henrique. 

"A CUT historicamente constrói a plataforma da classe trabalhadora para os candidatos e esse ano não seria diferente. A contribuição coletiva enriquece ainda mais a plataforma", contou Artur, que alertou: "Não vale apenas para disputar a presidência, precisamos pensar também que deputados, governos e senadores queremos e elegeremos".

Título: Sem pensar no bem estar do trabalhador, Brasil privatiza e diminui o Estado, Conteúdo: “O bem estar na família não depende só dos salários, tem que ter infraestrutura coletiva. Aqui no Brasil é chamado de gasto, no resto do mundo é investimento”.  A afirmação foi feita pelo professor titular da PUC e economista, Ladislau Dowbor, que participou, em 16 de maio, do primeiro dia de debates do Seminário Estado, o serviço público e as empresas estatais no desenvolvimento com equidade, que a CUT e a Fundação Perseu Abramo organizaram para trabalhadores e trabalhadoras do setor público de todas as regiões do Brasil. Na primeira conferência “Estado, planejamento e desenvolvimento – o estatal, o público e o privado no Brasil que queremos”, o professor iniciou sua palestra criticando a Emenda Constitucional 95, que limita investimentos em políticas públicas básicas, como saúde e educação.  Segundo o professor, não tem como a economia do país melhorar de fato com uma medida como o teto de gastos, proposta pelo ilegítimo Michel Temer e aprovada pelo Congresso nacional.   A economia não é uma atividade em si, é um sistema de engrenagens articuladas. Por isso, a produção material, infraestrutura, serviços de intermediações e políticas sociais têm que funcionar de maneira equilibrada para que o conjunto funcione, explicou Dowbor.  O professor fez grandes críticas ao governo neoliberal de Temer, de exploração generalizada, da falta de regulação do mercado financeiro, do Estado mínimo que compromete a vida dos mais pobres e do projeto de privatização, com a venda de estatais ao mercado financeiro internacional. Além de acabar com recursos para setores estratégicos no desenvolvimento do Brasil, ainda nos deixam dependente de outros Países, comprometendo a soberania nacional, disse Ladislau, que complementou: Se eu roubo na loja, do grupo privado, é roubo e se tiro do público é privatização. Segundo o professor Dowbor, a CUT está no caminho certo com a organização dos trabalhadores em defesa dos direitos e da democracia com debates e ações de fortalecimento das estatais e do Estado. As coisas só começam a dar certo quando as pessoas se organizam em torno dos seus interesses, num aprofundamento da democracia, destacou. Organização da CUT para eleição e organização dos trabalhadores  O seminário, que teve como objetivo debater propostas a serem incluídas na plataforma das eleições 2018 da CUT, continuou no dia 17, com duas conferências. O tema da primeira foi “Educação pública e de qualidade – Os desafios da formação e qualificação no Brasil”, com palestra da professora dra. Selma Rocha, membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo, e foi coordenada pelo presidente da CSI, João Felício. O Tema da segunda mesa foi “Privatização e Terceirização nas Empresas Estatais - Impactos para o desenvolvimento e a soberania nacional”. Os palestrantes foram Denise Mota Dau, da Internacional de Serviços Públicos – Brasil; e Edson Aparecido da Silva, coordenador do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que aconteceu em 2018 no Brasil. Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, é muito importante a unidade na ação, porque lutar em defesa das estatais não é responsabilidade somente dos servidores ou dos trabalhadores das empresas estatais, é uma luta de todos nós.  Os recursos das empresas estatais, como a Petrobras, por exemplo, seriam destinados para saúde e educação do povo brasileiro. O mesmo acontece com os bancos públicos, fundamentais para o desenvolvimento que precisamos, porque os privados não querem emprestar dinheiro para pobre, explicou Nobre, que finalizou: libertar o presidente Lula é nossa esperança para recuperar os direitos e derrotar o golpe.  A secretaria-Geral adjunta da CUT, Maria Faria, disse que esse debate que Brasil queremos é importante e estratégico para a plataforma da classe trabalhadora que a central está produzindo, a partir das discussões dos estados e da importância dos serviços públicos.  Vamos conversar com os candidatos e com a sociedade sobre o que estão fazendo com a saúde, educação, água, com os direitos e o desemprego, que é muito sério. Precisamos debater melhor e contribuir para esclarecer junto a sociedade e cumprir nosso papel de cidadão e cidadã brasileira, explicou Maria. O secretário de comunicação da CUT, Roni Barbosa, alertou sobre o avanço da entrega da Eletrobrás e da Petrobras para o mercado financeiro e disse que internamente estão implodindo a empresa de petróleo brasileira .  Querem vender quatro refinarias do Sul e do Nordeste  com todos os dutos da Petrobras, assim as importadoras terão acesso para trazer produto importado e passando a utilizar a estrutura do Brasil para vender seu combustível no preço que eles quiserem, contou. O Brasil inteiro é contra a privatização e já comprovamos isso na pesquisa CUT/vox. Nosso desafio é mostrar para o povo a destruição das estatais e tenho certeza que com a unidade da classe trabalhadora a gente consegue unir o povo contra a entrega dos nossos patrimônios, finalizou.  A secretaria de Relações do Trabalho, Graça Costa, que também é servidora pública municipal, destacou que o ataque ao setor público é frontal e isso impacta diretamente as políticas públicas e o desenvolvimento do País. Está tramitando uma medida provisória para privatização da Eletrobrás e o parlamento já está autorizado para os estudos para privatizar. Além do avanço da privatização dos bancos públicos e do fechamento de 500 agências dos Correios, contou Graça, que disse: a luta é de todos nós e juntos temos que enfrentar os retrocessos e continuar na defesa dos direitos da classe trabalhadora.  Para o diretor da CUT, Ismael José Cesar, as coisas estão se desintegrando e quem sofre são as pessoas mais pobres que precisam de serviços públicos.  Não tem como defender os serviços públicos, se não defender a democracia e lula presidente. O povo terá que ser chamado para decidir se quer continuar com a reforma Trabalhista, a terceirização e a EC 95 e só o Lula prometeu revogar todas essas medidas com o apoio da população.  O diretor executivo, Eduardo Guterra, disse que já vivemos momentos parecidos com esse estado de exceção e que a vitória vira.  Para gente resgatar todos os direitos e as políticas públicas responsáveis para o desenvolvimento do Brasil, com igualdade e respeito, precisaremos de unidade da classe trabalhadora, de organização e Lula presidente.   Apoio da Fundação Perseu Abramo Esse seminário é o primeiro de uma série de quatro debates que a CUT e a Perseu Abramo farão com os ramos da CUT para debater a conjuntura e construir propostas concretas para eleição de 2018.  Segundo o presidente da Perseu Abramo, Artur Henrique, é fundamental ouvir os trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar a situação que o Brasil e o mundo passa com ataques aos pilares do estado democrático de direito, a democracia e a soberania.  Estamos assistindo o forte ataque a democracia no mundo e tudo tem impacto na vida do trabalhador. Junto com a classe trabalhadora, a Perseu Abramo irá lutar em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária para todos e todas, contou Artur Henrique.  A CUT historicamente constrói a plataforma da classe trabalhadora para os candidatos e esse ano não seria diferente. A contribuição coletiva enriquece ainda mais a plataforma, contou Artur, que alertou: Não vale apenas para disputar a presidência, precisamos pensar também que deputados, governos e senadores queremos e elegeremos.



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