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Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Casa Branca é ameaçado de demissão

Intenção do prefeito é calar o sindicato para aprovar Reforma Administrativa na Câmara

Escrito por: Confetam/CUT • Publicado em: 27/05/2021 - 16:31 • Última modificação: 27/05/2021 - 17:00 Escrito por: Confetam/CUT Publicado em: 27/05/2021 - 16:31 Última modificação: 27/05/2021 - 17:00

. Adilson de Campos Sales é presidente do Sindicato dos Servidores de Casa Branca

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Casa Branca (SP), Adilson de Campos Sales, tem enfrentado dificuldades para tocar a gestão sindical. Além de não ser liberado do trabalho para exercer o mandato de representação dos servidores da prefeitura, ele tem sofrido diversas retaliações da Administração Municipal, entre elas retenção de salários, advertências descabidas e até ameaça de perder o emprego.

A perseguição está materializada na Portaria 6.843, de 3 de maio de 2021, que suspendeu o sindicalista do trabalho e abriu um inquérito de apuração de falta grave na Vara de Mococa, sob o pretexto de que o dirigente teria se recusado a dirigir um caminhão em péssimas condições. Por mais de dez anos, Adilson sempre dirigiu ambulâncias e prestou serviços na área da saúde.

Retaliação duas horas depois de entrevista

As retaliações ocorreram logo depois de o presidente do sindicato se posicionar contra a Reforma Administrativa do município em entrevista concedida à Rádio Difusora da cidade. De acordo com denúncia do sindicalista, a intenção do prefeito é calar o sindicato e abrir caminho para a aprovação do projeto.

“Eu fui e falei (na rádio) sobre os pontos (da Reforma Administrativa) que eu acho que são totalmente prejudiciais à classe trabalhadora, me posicionei. Duas horas depois ele (o prefeito) me afastou. Mandou me transferir do setor da saúde, de ambulância, para o setor de obras, para trabalhar com caminhão”, conta o presidente do sindicato.

Conduta antissindical para intimidar

Como estratégia de intimidação, a prefeitura usou um parecer do procurador do município orientando a abertura de inquérito de apuração de falta grave contra o sindicalista, que agora corre o risco de perder o emprego, mesmo gozando de estabilidade sindical por ser presidente da entidade representativa dos servidores públicos do município. “Ele (o prefeito) tá massacrando mesmo o sindicato. A briga dele agora virou pessoal com o sindicato”, denuncia o sindicalista.

As irregularidades, denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT), foram criticadas pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT). "Ao tempo que nos solidarizamos com o companheiro Adilson, repudiamos a conduta antissindical da Administração Municipal de Casa Branca e cobramos celeridade do MPT na apuração das denúncias. Acreditamos que a Justiça não deixará prevalecer os ataques à liberdade sindical no município", afirmou o secretário de Comunicação e Imprensa da Confetam/CUT, Célio Vieira de Sousa. 

Título: Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Casa Branca é ameaçado de demissão, Conteúdo: O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Casa Branca (SP), Adilson de Campos Sales, tem enfrentado dificuldades para tocar a gestão sindical. Além de não ser liberado do trabalho para exercer o mandato de representação dos servidores da prefeitura, ele tem sofrido diversas retaliações da Administração Municipal, entre elas retenção de salários, advertências descabidas e até ameaça de perder o emprego. A perseguição está materializada na Portaria 6.843, de 3 de maio de 2021, que suspendeu o sindicalista do trabalho e abriu um inquérito de apuração de falta grave na Vara de Mococa, sob o pretexto de que o dirigente teria se recusado a dirigir um caminhão em péssimas condições. Por mais de dez anos, Adilson sempre dirigiu ambulâncias e prestou serviços na área da saúde. Retaliação duas horas depois de entrevista As retaliações ocorreram logo depois de o presidente do sindicato se posicionar contra a Reforma Administrativa do município em entrevista concedida à Rádio Difusora da cidade. De acordo com denúncia do sindicalista, a intenção do prefeito é calar o sindicato e abrir caminho para a aprovação do projeto. “Eu fui e falei (na rádio) sobre os pontos (da Reforma Administrativa) que eu acho que são totalmente prejudiciais à classe trabalhadora, me posicionei. Duas horas depois ele (o prefeito) me afastou. Mandou me transferir do setor da saúde, de ambulância, para o setor de obras, para trabalhar com caminhão”, conta o presidente do sindicato. Conduta antissindical para intimidar Como estratégia de intimidação, a prefeitura usou um parecer do procurador do município orientando a abertura de inquérito de apuração de falta grave contra o sindicalista, que agora corre o risco de perder o emprego, mesmo gozando de estabilidade sindical por ser presidente da entidade representativa dos servidores públicos do município. “Ele (o prefeito) tá massacrando mesmo o sindicato. A briga dele agora virou pessoal com o sindicato”, denuncia o sindicalista. As irregularidades, denunciadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT), foram criticadas pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT). Ao tempo que nos solidarizamos com o companheiro Adilson, repudiamos a conduta antissindical da Administração Municipal de Casa Branca e cobramos celeridade do MPT na apuração das denúncias. Acreditamos que a Justiça não deixará prevalecer os ataques à liberdade sindical no município, afirmou o secretário de Comunicação e Imprensa da Confetam/CUT, Célio Vieira de Sousa. 



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