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Para aprovar reforma, Instituto Millenium manipula dados e ataca servidores públicos

Pesquisa constrói mentira divulgada em rede nacional para justificar Reforma Administrativa

Escrito por: Confetam • Publicado em: 11/08/2020 - 11:58 • Última modificação: 11/08/2020 - 13:34 Escrito por: Confetam Publicado em: 11/08/2020 - 11:58 Última modificação: 11/08/2020 - 13:34

Reprodução da Internet

O Instituto Millenium, organização nitidamente partidária a favor da proposta neoliberal, divulgou uma suposta pesquisa ontem (10/08) nos principais jornalísticos do país, que foi massivamente explorada no Grupo Globo, parceiros de longa data da organização de direita.

Distorcendo dados, o Millenium concluiu que o Brasil gasta 13,7% do PIB com os salários dos servidores públicos, enquanto os gastos com educação ficam em 6% e saúde em 3,9%. Para os "especialistas" que elaboraram o estudo, os salários de enfermeiros e médicos, por exemplo, não estão nos valores previstos para a saúde. Assim como o salário de um professor universitário não está no valor previsto para a educação.

Ou seja, ao separar a conta final dos salários e benefícios do funcionalismo do orçamento das políticas públicas, o "estudo" manipula as informações sobre o orçamento da União, estados e municípios.

Como alertou o advogado Guilherme Pacheco Monteiro, não há atendimento e tratamento de saúde sem médicos e enfermeiros, assim como não existe ensino sem professores ou segurança pública sem policiais, sejam eles de carreira pública ou terceirizados. "O novo ataque ao serviço público repete a mesma estratégia utilizada para aprovação das reformas Trabalhista e da Previdência, um suposto excesso de gastos que impediria a aplicação de recursos em setores estratégicos. Os anos passam e os efeitos prometidos com a aprovação das propostas nunca apareceram. E nem vão aparecer", destaca o jurista.

Guilherme aponta que o levantamento é parte da estratégia de apoio ao projeto “Destrava!”. A proposta tem como objetivo acelerar a apresentação e tramitação de uma Reforma Administrativa, que retira direitos dos servidores públicos e diminui a participação do Estado em áreas estratégicas como Saúde e Educação.

Para o advogado, que escreveu sobre o assunto no site Sul 21, o objetivo é continuar a criar uma cortina de fumaça para evitar que o Brasil coloque em prática a taxação das grandes fortunas, medida prevista na Constituição de 1988, ou que efetue um verdadeiro combate à sonegação de impostos no país, que, junto com os juros da Dívida Pública, são os reais sugadores dos recursos públicos.

"No estudo em si, a perplexidade surgiu com a coragem na forma da apresentação (...) A forma como o estudo foi apresentado demonstra que a verdade não é uma premissa para o desdobramento do debate", finaliza o advogado.

Instituto Millenium é Paulo Guedes, Paulo Guedes é Instituto Millenium

O Instituto Millenium tem entre seus fundadores reconhecidos porta-vozes da agenda neoliberal no Brasil, como os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Branco, além do economista Paulo Guedes. Sim, Paulo Guedes, o atual ministro da Economia do Governo ultraliberal e autoritário de Jair Bolsonaro.

Além deles, os grupos RBS (que tem emissoras de TV afiliadas da Rede Globo na Região Sul), Gerdau e Suzano e instituições financeiras como a Porto Seguro e o Bank of America estão na lista de empresas que financiam a instituição.

Em sua carta de "princípios", o Millenium defende a liberdade do mercado acima de todas as outras, faz apologia ao individualismo e considera que a existência de marginalizados é fruto de infortúnios da vida, peças pregadas pelo destino ou má sorte – omitindo relações com o processo histórico e o contexto social.

 
Título: Para aprovar reforma, Instituto Millenium manipula dados e ataca servidores públicos, Conteúdo: O Instituto Millenium, organização nitidamente partidária a favor da proposta neoliberal, divulgou uma suposta pesquisa ontem (10/08) nos principais jornalísticos do país, que foi massivamente explorada no Grupo Globo, parceiros de longa data da organização de direita. Distorcendo dados, o Millenium concluiu que o Brasil gasta 13,7% do PIB com os salários dos servidores públicos, enquanto os gastos com educação ficam em 6% e saúde em 3,9%. Para os especialistas que elaboraram o estudo, os salários de enfermeiros e médicos, por exemplo, não estão nos valores previstos para a saúde. Assim como o salário de um professor universitário não está no valor previsto para a educação. Ou seja, ao separar a conta final dos salários e benefícios do funcionalismo do orçamento das políticas públicas, o estudo manipula as informações sobre o orçamento da União, estados e municípios. Como alertou o advogado Guilherme Pacheco Monteiro, não há atendimento e tratamento de saúde sem médicos e enfermeiros, assim como não existe ensino sem professores ou segurança pública sem policiais, sejam eles de carreira pública ou terceirizados. O novo ataque ao serviço público repete a mesma estratégia utilizada para aprovação das reformas Trabalhista e da Previdência, um suposto excesso de gastos que impediria a aplicação de recursos em setores estratégicos. Os anos passam e os efeitos prometidos com a aprovação das propostas nunca apareceram. E nem vão aparecer, destaca o jurista. Guilherme aponta que o levantamento é parte da estratégia de apoio ao projeto “Destrava!”. A proposta tem como objetivo acelerar a apresentação e tramitação de uma Reforma Administrativa, que retira direitos dos servidores públicos e diminui a participação do Estado em áreas estratégicas como Saúde e Educação. Para o advogado, que escreveu sobre o assunto no site Sul 21, o objetivo é continuar a criar uma cortina de fumaça para evitar que o Brasil coloque em prática a taxação das grandes fortunas, medida prevista na Constituição de 1988, ou que efetue um verdadeiro combate à sonegação de impostos no país, que, junto com os juros da Dívida Pública, são os reais sugadores dos recursos públicos. No estudo em si, a perplexidade surgiu com a coragem na forma da apresentação (...) A forma como o estudo foi apresentado demonstra que a verdade não é uma premissa para o desdobramento do debate, finaliza o advogado. Instituto Millenium é Paulo Guedes, Paulo Guedes é Instituto Millenium O Instituto Millenium tem entre seus fundadores reconhecidos porta-vozes da agenda neoliberal no Brasil, como os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Branco, além do economista Paulo Guedes. Sim, Paulo Guedes, o atual ministro da Economia do Governo ultraliberal e autoritário de Jair Bolsonaro. Além deles, os grupos RBS (que tem emissoras de TV afiliadas da Rede Globo na Região Sul), Gerdau e Suzano e instituições financeiras como a Porto Seguro e o Bank of America estão na lista de empresas que financiam a instituição. Em sua carta de princípios, o Millenium defende a liberdade do mercado acima de todas as outras, faz apologia ao individualismo e considera que a existência de marginalizados é fruto de infortúnios da vida, peças pregadas pelo destino ou má sorte – omitindo relações com o processo histórico e o contexto social.  



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