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O alto custo da permanência de Mandetta: a flexibilização do isolamento social

Para ficar, Ministro da Saúde cedeu nas medidas de isolamento social. Locais que implementaram distanciamento social ampliado são orientados a migrar para isolamento seletivo

Escrito por: Confetam • Publicado em: 07/04/2020 - 11:12 • Última modificação: 14/04/2020 - 10:19 Escrito por: Confetam Publicado em: 07/04/2020 - 11:12 Última modificação: 14/04/2020 - 10:19

Reuters

Aos que comemoram a permanência de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, diante da possibilidade de que fosse demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), informamos que o seu “dia do fico” teve um alto custo para o combate à pandemia de Covid-19 no Brasil.

Para ficar, Mandetta cedeu nas medidas de isolamento social. Na noite de ontem, 06 de abril, o Ministério da Saúde recomendou que municípios, o Distrito Federal e estados que implementaram medidas de distanciamento social ampliado migrem para uma estratégia de distanciamento social seletivo, no qual apenas alguns grupos mais susceptíveis à doença fiquem de fato isolados.

Essa migração poderá acontecer a partir de 13 de abril naquelas localidades em que os casos confirmados da doença não tenham comprometido mais de 50% da capacidade instalada dos seus sistemas de saúde. A recomendação está no boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. No entanto, a orientação contraria o discurso das autoridades locais dos últimos dias e as recomendações internacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de diversos países, que destacam em suas manifestações públicas que só conseguiram prevenir ou conter o alastramento da doença com severas ações de quarentena.

Mandetta, que vinha defendendo a manutenção de medidas de isolamento social determinadas pelos governos estaduais enquanto o presidente Bolsonaro defende medidas como o distanciamento social seletivo, também chamado de isolamento vertical, teve que abrir mão de muita coisa para ficar no posto.

“O reposicionamento do ainda Ministro da Saúde é uma ignorância sem tamanho, ainda mais quando os órgãos de saúde anunciam que chegaremos ao pico da doença por volta de 20 de abril. Jovens irão paras as ruas, os saudáveis vão para as ruas e vão levar o vírus para quem é grupo de risco. Será uma matança. Nosso sistema de saúde não possui leitos e nem UTIs suficientes e a tendência é ser sufocado. Quem defendeu a continuidade do Ministro tem que observar quem é Mandetta, o que ele apoiou ao longo do tempo”, comenta Vilani Oliveira, presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT).

Vilani Oliveira acrescenta que é preciso que os que se mobilizaram arduamente para a continuidade do gestor agora lutem para reestabelecer o distanciamento social ampliado. “Independentemente de quem estiver no cargo, temos que lutar pelas medidas necessárias e corretas. Os brasileiros, as autoridades, as lideranças sociais e as personalidades preocupadas com a vida precisam pressionar o Governo Bolsonaro como um todo, afinal, enfrentamos dois vírus, a Covid-19 e o bolsonarismo, ambos com grande capacidade mortal”, finaliza a dirigente.

 

 

 
Título: O alto custo da permanência de Mandetta: a flexibilização do isolamento social, Conteúdo: Aos que comemoram a permanência de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, diante da possibilidade de que fosse demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), informamos que o seu “dia do fico” teve um alto custo para o combate à pandemia de Covid-19 no Brasil. Para ficar, Mandetta cedeu nas medidas de isolamento social. Na noite de ontem, 06 de abril, o Ministério da Saúde recomendou que municípios, o Distrito Federal e estados que implementaram medidas de distanciamento social ampliado migrem para uma estratégia de distanciamento social seletivo, no qual apenas alguns grupos mais susceptíveis à doença fiquem de fato isolados. Essa migração poderá acontecer a partir de 13 de abril naquelas localidades em que os casos confirmados da doença não tenham comprometido mais de 50% da capacidade instalada dos seus sistemas de saúde. A recomendação está no boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. No entanto, a orientação contraria o discurso das autoridades locais dos últimos dias e as recomendações internacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de diversos países, que destacam em suas manifestações públicas que só conseguiram prevenir ou conter o alastramento da doença com severas ações de quarentena. Mandetta, que vinha defendendo a manutenção de medidas de isolamento social determinadas pelos governos estaduais enquanto o presidente Bolsonaro defende medidas como o distanciamento social seletivo, também chamado de isolamento vertical, teve que abrir mão de muita coisa para ficar no posto. “O reposicionamento do ainda Ministro da Saúde é uma ignorância sem tamanho, ainda mais quando os órgãos de saúde anunciam que chegaremos ao pico da doença por volta de 20 de abril. Jovens irão paras as ruas, os saudáveis vão para as ruas e vão levar o vírus para quem é grupo de risco. Será uma matança. Nosso sistema de saúde não possui leitos e nem UTIs suficientes e a tendência é ser sufocado. Quem defendeu a continuidade do Ministro tem que observar quem é Mandetta, o que ele apoiou ao longo do tempo”, comenta Vilani Oliveira, presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT). Vilani Oliveira acrescenta que é preciso que os que se mobilizaram arduamente para a continuidade do gestor agora lutem para reestabelecer o distanciamento social ampliado. “Independentemente de quem estiver no cargo, temos que lutar pelas medidas necessárias e corretas. Os brasileiros, as autoridades, as lideranças sociais e as personalidades preocupadas com a vida precisam pressionar o Governo Bolsonaro como um todo, afinal, enfrentamos dois vírus, a Covid-19 e o bolsonarismo, ambos com grande capacidade mortal”, finaliza a dirigente.      



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