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Municipais resistirão aos ataques de Bolsonaro à Educação, afirma presidente da Confetam/CUT

"Cabe ao conjunto dos servidores públicos municipais brasileiros fiscalizar todas as ações do presidente eleito e organizar a resistência", afirma Vilani Oliveira.

Escrito por: Déborah Lima • Publicado em: 09/11/2018 - 18:18 • Última modificação: 09/11/2018 - 18:52 Escrito por: Déborah Lima Publicado em: 09/11/2018 - 18:18 Última modificação: 09/11/2018 - 18:52

. Jair Bolsonaro assume a Presidência da República no dia 1º de janeiro de 2019

Nem mesmo tomou posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já causa arrepios aos setores democráticos da Educação brasileira. O programa, as falas e as atitudes do político de ultradireita assustam ao relembrar períodos autoritários da História do país, quando o direito à liberdade de expressão de professores era usurpado em pleno exercício profissional. 

A onda de conservadorismo que varre o Brasil, explicitada com a vitória de Bolsonaro, preocupa à medida que sinaliza claramente a tentativa de cerceamento à formação do pensamento crítico, o amordaçamento de docentes em sala de aula e retrocessos indeléveis aos avanços educacionais conquistados nas últimas décadas.  

Escola com Mordaça 

O capítulo mais recente dos embates em defesa da Educação dessa tsunami conservadora se deu na comissão especial da Câmara dos Deputados, que debateria o relatório final do projeto "Escola sem Partido" na última quarta-feira (07). Apesar da tentativa de intimidação da tropa de choque de Bolsonaro, representantes dos movimentos sociais e parlamentares de oposição conseguiram novamente adiar a discussão do parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP). Uma nova reunião foi agendada para terça-feira (13). 

"Pela segunda vez o projeto não foi votado, mas eles vão continuar insistindo no Escola com Mordaça. Esses ataques já estão impactando diretamente na vida dos trabalhadores da Educação como um todo, particularmente do serviço público", afirma a presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), professora Vilani Oliveira. 

Plano de Bolsonaro para Educação preocupa

Na lista das investidas deliberadas contra a Educação emancipatória, a professora Vilani inclui o próprio o plano de governo de Jair Bolsonaro, cujo carro chefe é o Ensino à Distância (EaD) como "alternativa" educacional. "Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”, diz o plano do presidente eleito. 

Em suas falas, porém, Bolsonaro é mais específico que no programa. Ele defende, por exemplo, o EaD para alunos do Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos), ideia repelida com veemência por especialistas na área. "Algumas competências socioemocionais não são passíveis de serem desenvolvidas a distância com crianças pequenas. Boa parte do que aprendemos na escola se dá na interação com outras crianças e jovens”, diz a coordenadora do Centro de Excelência e Inovação de Políticas Educacionais (CEIPE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin.

Ensino à distância beneficiaria integrantes do governo

Dentro do novo governo, a proposta também é defendida pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e Stavros Xanthopoylos, que chegou a ser cotado para o Ministério da Educação. Ambos são proprietários de escolas de EaD. O fato revela o interesse deslavado de entregar a Educação pública, de responsabilidade do Estado, à exploração da iniciativa privada.

Some-se a isso as ameaças de fusão dos ministérios da Educação, Cultura e Esporte, a transferência da gestão do ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia, e o combate à suposta "doutrinação" - conceituada no plano de governo de Bolsonaro como “um dos maiores males atuais” -, ergue-se um palco de horrores diante dos olhos incrédulos dos docentes brasileiros, muitos deles eleitores do futuro presidente de extrema-direita.

Resistir ao incerto

"Nesse momento de muitas incertezas e grandes preocupações, cabe ao conjunto dos servidores públicos municipais brasileiros fiscalizar todas as ações do presidente eleito e organizar a resistência da categoria contra qualquer iniciativa que represente retrocessos para a Educação e para o futuro do Brasil", convoca a presidente da Confetam/CUT, Vilani Oliveira.

Título: Municipais resistirão aos ataques de Bolsonaro à Educação, afirma presidente da Confetam/CUT, Conteúdo: Nem mesmo tomou posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já causa arrepios aos setores democráticos da Educação brasileira. O programa, as falas e as atitudes do político de ultradireita assustam ao relembrar períodos autoritários da História do país, quando o direito à liberdade de expressão de professores era usurpado em pleno exercício profissional.  A onda de conservadorismo que varre o Brasil, explicitada com a vitória de Bolsonaro, preocupa à medida que sinaliza claramente a tentativa de cerceamento à formação do pensamento crítico, o amordaçamento de docentes em sala de aula e retrocessos indeléveis aos avanços educacionais conquistados nas últimas décadas.   Escola com Mordaça  O capítulo mais recente dos embates em defesa da Educação dessa tsunami conservadora se deu na comissão especial da Câmara dos Deputados, que debateria o relatório final do projeto Escola sem Partido na última quarta-feira (07). Apesar da tentativa de intimidação da tropa de choque de Bolsonaro, representantes dos movimentos sociais e parlamentares de oposição conseguiram novamente adiar a discussão do parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP). Uma nova reunião foi agendada para terça-feira (13).  Pela segunda vez o projeto não foi votado, mas eles vão continuar insistindo no Escola com Mordaça. Esses ataques já estão impactando diretamente na vida dos trabalhadores da Educação como um todo, particularmente do serviço público, afirma a presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), professora Vilani Oliveira.  Plano de Bolsonaro para Educação preocupa Na lista das investidas deliberadas contra a Educação emancipatória, a professora Vilani inclui o próprio o plano de governo de Jair Bolsonaro, cujo carro chefe é o Ensino à Distância (EaD) como alternativa educacional. Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”, diz o plano do presidente eleito.  Em suas falas, porém, Bolsonaro é mais específico que no programa. Ele defende, por exemplo, o EaD para alunos do Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos), ideia repelida com veemência por especialistas na área. Algumas competências socioemocionais não são passíveis de serem desenvolvidas a distância com crianças pequenas. Boa parte do que aprendemos na escola se dá na interação com outras crianças e jovens”, diz a coordenadora do Centro de Excelência e Inovação de Políticas Educacionais (CEIPE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin. Ensino à distância beneficiaria integrantes do governo Dentro do novo governo, a proposta também é defendida pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e Stavros Xanthopoylos, que chegou a ser cotado para o Ministério da Educação. Ambos são proprietários de escolas de EaD. O fato revela o interesse deslavado de entregar a Educação pública, de responsabilidade do Estado, à exploração da iniciativa privada. Some-se a isso as ameaças de fusão dos ministérios da Educação, Cultura e Esporte, a transferência da gestão do ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia, e o combate à suposta doutrinação - conceituada no plano de governo de Bolsonaro como “um dos maiores males atuais” -, ergue-se um palco de horrores diante dos olhos incrédulos dos docentes brasileiros, muitos deles eleitores do futuro presidente de extrema-direita. Resistir ao incerto Nesse momento de muitas incertezas e grandes preocupações, cabe ao conjunto dos servidores públicos municipais brasileiros fiscalizar todas as ações do presidente eleito e organizar a resistência da categoria contra qualquer iniciativa que represente retrocessos para a Educação e para o futuro do Brasil, convoca a presidente da Confetam/CUT, Vilani Oliveira.



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