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Servidores municipais de São Paulo protestam contra desmonte do hospital Tide Setúbal

Trabalhadores protestaram contra as políticas de saúde dos governos municipal e estadual.

Escrito por: Sindsep/SP • Publicado em: 19/02/2020 - 16:28 • Última modificação: 19/02/2020 - 16:42 Escrito por: Sindsep/SP Publicado em: 19/02/2020 - 16:28 Última modificação: 19/02/2020 - 16:42

Cecília Figueiredo Ocorrido na última terça (18), manifestação reuniu usuários, conselheiros e trabalhadores

“A única alternativa é nos organizarmos para resistir diante desse desmonte que está ocorrendo aqui no Hospital Municipal Tide Setúbal e todos os outros hospitais aqui no município de São Paulo. Nossa organização tem que ser entre os trabalhadores e com a população, para enfrentar esse desmonte, sucateamento que está adoecendo os trabalhadores e matando a população”, explicou a dirigente do Sindsep-SP, Lourdes Estêvão,  à frente da Secretaria dos Trabalhadores da Saúde da entidade, após o ato organizado na zona Leste de São Paulo por movimentos de saúde, fóruns e entidades sindicais.

Nem mesmo a presença de policiais, que logo no início questionaram aos ativistas a motivação do protesto, e do diretor da unidade hospitalar e de sua esposa numa ação intimidatória aos trabalhadores presentes, fez com que representantes deixassem de denunciar a má gestão do hospital, a falta de recursos humanos, o desrespeito aos protocolos de atendimento e a não garantia de saúde mental no atendimento.

“As pessoas que estão aqui não começaram a lutar hoje e vieram lavar os desmazelos que estão ocorrendo aí dentro [do hospital], a falta de compromisso, o que não é dito, que está faltando funcionários, que precisamos de concurso público. Portanto, as pessoas que estão aqui virão muitas vezes para garantir o direito à saúde e garantir o controle social”, afirmou Cláudia Afonso, do Movimento Popular de Saúde da Zona Leste, em resposta ao desrespeito da direção do Tide Setúbal com conselheiras de saúde quando questionam problemas na unidade hospitalar.

O hospital, que vem protagonizando o noticiário policial da mídia, pela superlotação, pacientes sem a devida assistência, óbitos maternos, insumos vencidos e a falta de investimentos em estrutura e recursos humanos, registrou no último dia 28 de janeiro a morte de um dos pacientes da enfermaria de Saúde Mental por outro interno. Uma morte que, segundo os trabalhadores e conselheiros, poderia ter sido evitada. Na avaliação de Charles Monteiro de Jesus, coordenador de Região Leste I pelo Sindsep, esses problemas são fruto do descaso do governo Covas/Doria.

“O hospital está em completo abandono para que as organizações sociais assumam esse papel de atendimento à população. Entendemos que o Poder Público tem o dever de cuidar de nossa população. Por essa razão, estamos nesse ato e também como forma de desagravo às mortes que têm ocorrido devido à desestruturação desse hospital”, explicou o conselheiro municipal de saúde, Paulo Roberto Belinello.

Para a auxiliar de enfermagem, Rosane Bomfim, os governos federal, estadual e municipal se uniram numa linha única de desmonte dos serviços públicos que, “na saúde tem gerado menos funcionários e mais mortes”. A desvalorização foi outro problema destacado pelos trabalhadores. “Esse ato é um grito de socorro para nós. Precisamos de apoio não apenas da categoria, mas dos usuários”.

O secretário de Saúde do Trabalhador do Sindsep reforçou a análise de que o processo de precarização tem deixado os servidores públicos de joelhos e aproveitou para chamar servidores e população para o Dia Nacional de Paralisação em defesa do Serviço Público e contra as privatizações, que está sendo preparado para 18 de março. “Estamos cobrando o governo Covas/Doria para que garanta condições de trabalho para os auxiliares de enfermagem e médicos”, acrescentou o coordenador da Região Leste II, Ejivaldo do Espirito Santo.

Servidores, conselheiros e usuários antes de finalizarem o ato, que teve a presença de representantes do Forum Popular de Saúde Mental da Zona Leste, deram um abraço simbólico na fachada do Pronto Socorro do Tide Setúbal. “O SUS é nosso, ninguém tira da gente. Direito conquistado não se perde, não se vende”, cantaram os manifestantes no ato pacífico que teve fala aberta a trabalhadores, população e conselheiros.

O funcionário do Tide Setúbal, Pedro Soares, acredita que é fundamental a participação nos protestos em razão da sobrecarga de trabalho que está sendo submetido o servidor, além da entrada de organizações sociais de saúde (OSS), que não garantem um bom atendimento.

A conselheira municipal de Saúde, Maria Auxiliadora, defendeu o Sistema Único de Saúde como direito social que a população está perdendo. Para a estudante Marcia Islane, que participa do Forum de Saúde Mental, a razão que a levou para o protesto é essa perda que já começa a ser sentida na unidade de São Miguel Paulista.

A vereadora Juliana Cardoso, integrante da Comissão de Saúde da Câmara, convidou as manifestantes a participarem da audiência de prestação de contas do trimestre que ocorre nesta quarta (19). Ela também reforçou a chamada para a Greve Nacional, no dia 18 de março.

O protesto desta terça (18) contra o desmonte dos governos Covas/Doria aos hospitais municipais, reuniu usuários, conselheiros e trabalhadores terminou num abraço simbólico ao serviço.

Título: Servidores municipais de São Paulo protestam contra desmonte do hospital Tide Setúbal, Conteúdo: “A única alternativa é nos organizarmos para resistir diante desse desmonte que está ocorrendo aqui no Hospital Municipal Tide Setúbal e todos os outros hospitais aqui no município de São Paulo. Nossa organização tem que ser entre os trabalhadores e com a população, para enfrentar esse desmonte, sucateamento que está adoecendo os trabalhadores e matando a população”, explicou a dirigente do Sindsep-SP, Lourdes Estêvão,  à frente da Secretaria dos Trabalhadores da Saúde da entidade, após o ato organizado na zona Leste de São Paulo por movimentos de saúde, fóruns e entidades sindicais. Nem mesmo a presença de policiais, que logo no início questionaram aos ativistas a motivação do protesto, e do diretor da unidade hospitalar e de sua esposa numa ação intimidatória aos trabalhadores presentes, fez com que representantes deixassem de denunciar a má gestão do hospital, a falta de recursos humanos, o desrespeito aos protocolos de atendimento e a não garantia de saúde mental no atendimento. “As pessoas que estão aqui não começaram a lutar hoje e vieram lavar os desmazelos que estão ocorrendo aí dentro [do hospital], a falta de compromisso, o que não é dito, que está faltando funcionários, que precisamos de concurso público. Portanto, as pessoas que estão aqui virão muitas vezes para garantir o direito à saúde e garantir o controle social”, afirmou Cláudia Afonso, do Movimento Popular de Saúde da Zona Leste, em resposta ao desrespeito da direção do Tide Setúbal com conselheiras de saúde quando questionam problemas na unidade hospitalar. O hospital, que vem protagonizando o noticiário policial da mídia, pela superlotação, pacientes sem a devida assistência, óbitos maternos, insumos vencidos e a falta de investimentos em estrutura e recursos humanos, registrou no último dia 28 de janeiro a morte de um dos pacientes da enfermaria de Saúde Mental por outro interno. Uma morte que, segundo os trabalhadores e conselheiros, poderia ter sido evitada. Na avaliação de Charles Monteiro de Jesus, coordenador de Região Leste I pelo Sindsep, esses problemas são fruto do descaso do governo Covas/Doria. “O hospital está em completo abandono para que as organizações sociais assumam esse papel de atendimento à população. Entendemos que o Poder Público tem o dever de cuidar de nossa população. Por essa razão, estamos nesse ato e também como forma de desagravo às mortes que têm ocorrido devido à desestruturação desse hospital”, explicou o conselheiro municipal de saúde, Paulo Roberto Belinello. Para a auxiliar de enfermagem, Rosane Bomfim, os governos federal, estadual e municipal se uniram numa linha única de desmonte dos serviços públicos que, “na saúde tem gerado menos funcionários e mais mortes”. A desvalorização foi outro problema destacado pelos trabalhadores. “Esse ato é um grito de socorro para nós. Precisamos de apoio não apenas da categoria, mas dos usuários”. O secretário de Saúde do Trabalhador do Sindsep reforçou a análise de que o processo de precarização tem deixado os servidores públicos de joelhos e aproveitou para chamar servidores e população para o Dia Nacional de Paralisação em defesa do Serviço Público e contra as privatizações, que está sendo preparado para 18 de março. “Estamos cobrando o governo Covas/Doria para que garanta condições de trabalho para os auxiliares de enfermagem e médicos”, acrescentou o coordenador da Região Leste II, Ejivaldo do Espirito Santo. Servidores, conselheiros e usuários antes de finalizarem o ato, que teve a presença de representantes do Forum Popular de Saúde Mental da Zona Leste, deram um abraço simbólico na fachada do Pronto Socorro do Tide Setúbal. “O SUS é nosso, ninguém tira da gente. Direito conquistado não se perde, não se vende”, cantaram os manifestantes no ato pacífico que teve fala aberta a trabalhadores, população e conselheiros. O funcionário do Tide Setúbal, Pedro Soares, acredita que é fundamental a participação nos protestos em razão da sobrecarga de trabalho que está sendo submetido o servidor, além da entrada de organizações sociais de saúde (OSS), que não garantem um bom atendimento. A conselheira municipal de Saúde, Maria Auxiliadora, defendeu o Sistema Único de Saúde como direito social que a população está perdendo. Para a estudante Marcia Islane, que participa do Forum de Saúde Mental, a razão que a levou para o protesto é essa perda que já começa a ser sentida na unidade de São Miguel Paulista. A vereadora Juliana Cardoso, integrante da Comissão de Saúde da Câmara, convidou as manifestantes a participarem da audiência de prestação de contas do trimestre que ocorre nesta quarta (19). Ela também reforçou a chamada para a Greve Nacional, no dia 18 de março. O protesto desta terça (18) contra o desmonte dos governos Covas/Doria aos hospitais municipais, reuniu usuários, conselheiros e trabalhadores terminou num abraço simbólico ao serviço.



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