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Em manobra, vereadores de Curitiba aprovam reajuste de 3% e descartam proposta de 9,48% solicitada pelos servidores

Novo projeto foi apresentado faltando quatro minutos para início da sessão, excluindo emendas da oposição.

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 26/11/2018 - 15:34 • Última modificação: 26/11/2018 - 16:02 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 26/11/2018 - 15:34 Última modificação: 26/11/2018 - 16:02

Julio Carignano .

O prefeito Rafael Greca (PMN) apresentou um substitutivo (novo projeto) na manhã de hoje (26) sobre o reajuste dos servidores municipais. Esse texto manteve o percentual de 3%, mas excluiu as emendas que elevavam o índice para 9,48% e retornavam para março a data-base para as mesas de negociação. A manobra foi criticada pela oposição que, agora tem até o segundo turno (dia 27) para coletar 13 assinaturas e incluir na pauta novamente o índice solicitado pelos trabalhadores. O substitutivo foi aprovado por 27 votos contra 10.

O reajuste dos trabalhadores é retroativo a 31 de outubro de 2018. Ele aborda o período entre setembro de 2017 a setembro 2018. Ele abrange os servidores da ativa e inativa. Os secretários, vereadores e prefeitos não estão incluídos nessa lei.

Manobra
A vereadora professora Josete (PT) havia apresentado a emenda com o percentual de 9,48%. Ela baseou esse índice entre o período de março de 2017 a setembro de 2018, período em que os salários ficaram congelados. O último reajuste ocorreu em março de 2016, ainda no governo de Gustavo Fruet (PDT).

Josete protestou contra a manobra: “Quando é apresentada às 08h56, as emendas são descartadas, bem como todo o debate feito nas comissões, é um prejuízo para o debate”, cobrou.

Vereadora Professora Josete. Foto: Chico Camargo/CMC

O vereador Goura (PDT) solicitou o adiamento da sessão por um dia para que as emendas fossem protocoladas ao substitutivo. Esse texto altera palavras técnicas, mas inviabilizam os pedidos da oposição. Além disso, coíbe a categoria de solicitar no futuro as perdas inflacionárias com o congelamento de salários.

Já a vereadora Noêmia Rocha (MDB) protestou contra a data de outubro para ser aprovado a reposição salarial. Para ela, os trabalhadores correm o risco de ficar sem reajuste no ano que vem. “Na minha leitura, o ano eleitoral de 2020 abrange os meses de outubro, novembro e dezembro de 2019. De acordo com a lei Federal, isso pode proibir reajuste no futuro”. Noêmia também recordou que a cidade de Curitiba teve aumento milionário na arrecadação. Ela comenta que Curitiba destina 42% do orçamento com servidores, sendo que a LRF define 51% como limite prudencial. “É possível sim dar o reajuste salarial inflacionário. Eu não sei porque esse executivo criminaliza os servidores que se dedicam tanto a cidade”.

Já o professor Euller (PSD) apresentou números para justificar que o prefeito Rafael Greca tinha condições de conceder reajuste sem colocar em risco as contas do município. Para ele, o índice poderia chegar a 4,82%, representando R$ 50 milhões a mais nas contas do prefeito. “O prefeito falou na CMC que Curitiba não tem mais dívidas e eu entendo que a cidade tem condições de um reajuste e há espaço para isso”, defendeu Euller.

Nenhum governista defendeu em plenário o índice de 3% aprovado por 27 votos.

Interdito proibitório
No calor do debate, o presidente Sérgio do Posto (PSDB) suspendeu o debate para uma reunião com todos os vereadores. No entanto, a paralisação ocorreu para que o legislativo debatesse o interdito proibitório que limitava a manifestação dos servidores sob pena de multa de 50 mil reais. O pedido foi solicitado pela Câmara Municipal, limitando a dois membros por sindicato no plenário e apenas 25 pessoas nas galerias. O interdito ainda proibia “turba”, sem definir os limites. As galerias foram liberadas pelo Corpo dos Bombeiros após interdição realizada em 2017.

Título: Em manobra, vereadores de Curitiba aprovam reajuste de 3% e descartam proposta de 9,48% solicitada pelos servidores, Conteúdo: O prefeito Rafael Greca (PMN) apresentou um substitutivo (novo projeto) na manhã de hoje (26) sobre o reajuste dos servidores municipais. Esse texto manteve o percentual de 3%, mas excluiu as emendas que elevavam o índice para 9,48% e retornavam para março a data-base para as mesas de negociação. A manobra foi criticada pela oposição que, agora tem até o segundo turno (dia 27) para coletar 13 assinaturas e incluir na pauta novamente o índice solicitado pelos trabalhadores. O substitutivo foi aprovado por 27 votos contra 10. O reajuste dos trabalhadores é retroativo a 31 de outubro de 2018. Ele aborda o período entre setembro de 2017 a setembro 2018. Ele abrange os servidores da ativa e inativa. Os secretários, vereadores e prefeitos não estão incluídos nessa lei. Manobra A vereadora professora Josete (PT) havia apresentado a emenda com o percentual de 9,48%. Ela baseou esse índice entre o período de março de 2017 a setembro de 2018, período em que os salários ficaram congelados. O último reajuste ocorreu em março de 2016, ainda no governo de Gustavo Fruet (PDT). Josete protestou contra a manobra: “Quando é apresentada às 08h56, as emendas são descartadas, bem como todo o debate feito nas comissões, é um prejuízo para o debate”, cobrou. Vereadora Professora Josete. Foto: Chico Camargo/CMC O vereador Goura (PDT) solicitou o adiamento da sessão por um dia para que as emendas fossem protocoladas ao substitutivo. Esse texto altera palavras técnicas, mas inviabilizam os pedidos da oposição. Além disso, coíbe a categoria de solicitar no futuro as perdas inflacionárias com o congelamento de salários. Já a vereadora Noêmia Rocha (MDB) protestou contra a data de outubro para ser aprovado a reposição salarial. Para ela, os trabalhadores correm o risco de ficar sem reajuste no ano que vem. “Na minha leitura, o ano eleitoral de 2020 abrange os meses de outubro, novembro e dezembro de 2019. De acordo com a lei Federal, isso pode proibir reajuste no futuro”. Noêmia também recordou que a cidade de Curitiba teve aumento milionário na arrecadação. Ela comenta que Curitiba destina 42% do orçamento com servidores, sendo que a LRF define 51% como limite prudencial. “É possível sim dar o reajuste salarial inflacionário. Eu não sei porque esse executivo criminaliza os servidores que se dedicam tanto a cidade”. Já o professor Euller (PSD) apresentou números para justificar que o prefeito Rafael Greca tinha condições de conceder reajuste sem colocar em risco as contas do município. Para ele, o índice poderia chegar a 4,82%, representando R$ 50 milhões a mais nas contas do prefeito. “O prefeito falou na CMC que Curitiba não tem mais dívidas e eu entendo que a cidade tem condições de um reajuste e há espaço para isso”, defendeu Euller. Nenhum governista defendeu em plenário o índice de 3% aprovado por 27 votos. Interdito proibitório No calor do debate, o presidente Sérgio do Posto (PSDB) suspendeu o debate para uma reunião com todos os vereadores. No entanto, a paralisação ocorreu para que o legislativo debatesse o interdito proibitório que limitava a manifestação dos servidores sob pena de multa de 50 mil reais. O pedido foi solicitado pela Câmara Municipal, limitando a dois membros por sindicato no plenário e apenas 25 pessoas nas galerias. O interdito ainda proibia “turba”, sem definir os limites. As galerias foram liberadas pelo Corpo dos Bombeiros após interdição realizada em 2017.



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